domingo, 18 de julho de 2010

Família CAHU/CAHÚ – Um Subsídio genealógico.

Já se vão 12 anos pesquisando o que o tempo ajudou a ocultar, e uma coisa descobrir: nunca deixei de ser criança, só troquei de hobby...

Quando moleque adorava colecionar figurinhas do He-Man, Jaspion e Changeman...


Aos 10 anos comecei um novo hobby, colecionar chaveiros. E assim que entrei na adolescência, incentivado pela minha tia, comecei a colecionar moedas e cédulas antigas.


Uma de minhas raridades era uma moeda de 100 Contos de Réis datada de 1878. Bom, ainda na adolescência comecei minhas leituras de biografias. Acredito que isso aguçou meu interesse por genealogia.


Nos últimos meses venho me dedicando, com bastante afinco, aos meus Mendes Cahu, de quem descendo pela minha trisavó paterna Hermelinda Juliana Mendes Cahu.


No magno opus escrita pelo Bueno e Carlos Eduardo Barata, encontrei uma verbete tratando sobre a família Cahu/Cahú.

O Dicionário das Famílias Brasileiras trás: “(...) família cuja pertenceu Dr. Pedro Hipólito de Mello Cahu que foi bacharel em 1896, advogado em Pernambuco (...)


Tenho percebido em minhas pesquisas que os Santos Cahu são bem mais antigos que os Mello Cahu, sendo que no *DFB, falar dessa família na pessoa do Bacharel Pedro Hipólito de Mello Cahu, nascido em meados em fins da década de 60 do século XIX, sendo porém que o Tte. José Joaquim de Santos Cahu, meu 6° avô, nasceu na década de 20 do século XIX.

Uma boa razão para acreditar que os Santos Cahu venham primeiro que os Mello Cahu está na repetição dos homônimos. Por exemplo, houve um José Joaquim de Mello Cahu, na década de 40 do século XIX, isso me leva a crer que esse último descenda do primeiro. Bom o tempo nos dirá...

Porém fica a pergunta: De onde vem a alcunha Cahú/Cahu?

Onomasticamente falando, lembremo-nos do patriotismo de muitos brasileiros de uma recém forjada pátria, onde muitos largaram seus sobrenomes portugueses em troca de uma identidade nacional. Assim muitos abandonaram seus alcunhas portugueses, adotando nomes de origem indígena. Um breve momento nativista que seu perdeu no tempo, porém que deixou marca em muitas famílias até os dias de hoje, um entusiasmo vivido outrora pela elite brasileira.

Assim encontramos os Cahú como toponímico, nome de um velho Engenho localizado nos arredores de Igarassú, que pertenceu a família Ribeiro da Silva no século XVIII.
Segundo escreveu Mário Melo, o topônimo é de origem Tupi (Indígena), vem da corrupção cáa-y, que quer dizer rio da mata.

Porém lendo Cunha Bueno e Barata, encontrei outros alcunhas que me chamaram atenção.

Na mesma página encontramos mais duas famílias, os Cahet e os Cahen, a primeira radicada em Alagoas nos fins do Século XIX e a segunda de origem Franco-judaica.

Os Cahen me chamaram atenção simplesmente por ser um alcunha encontrado nas formas Cahun e Caen. Porém não passaria se uma coincidência onomástica tudo isso, se não fosse o mais velho Cahu encontrado em Pernambuco.

No ano de 1842 se encontrava em Fortaleza na província do Ceará um mascate e comerciante de escravos chamados Jacob Cahu, era originário de Pernambuco, de onde comprava escravos e os vendia na província do Ceará.

Sobre essa figura, nada ainda sei, mas do que citei acima, porém, acredito está perto da solucionar mais um mistério encoberto pelo tempo.

O sentimento de está próximo de algo que o tempo fez questão de encobrir é excitante, o mesmo sentimento que sentia por uma daquelas figurinhas raras do Jaspion quando era moleque...

Bom, ainda sou, só troquei de hobby...

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